Bem, Lula foi ao Irã para conseguir um acordo.
Nos EUA, Hillary Clinton afirmou que o acordo era improvável.
O acordo foi feito, o Irã aceitou enviar metade da quantidade de urânio que dispôe para ser enriquecida fora do país.
Verdade que afirmou que irá continuar a enriquecer a 20%, mas o fato é que não podem fazer nenhuma bomba com esse nível de enriquecimento (precisa-se de 90% para construir um artefato nuclear).
Antes da visita de Lula, os EUA afirmaram que um acordo era a última chance de evitar as sanções.
O acordo foi feito e no dia seguinte Hillary anuncia o apoio das grandes potências à novas sanções, especialmente porque o Irã continuará a enriquecer dentro do país.
De uma lado, há a desconfiança de que o Irã pretende de qualquer maneira possuir a bomba.
De outro, o Irã afirma que desenvolve a energia nuclear para fins pacíficos.
De um lado, os EUA e Israel não querem outro país com poderio nuclear (Israel tem bombas nucleares)
O Irã, por sua vez, é pouco confiável, não sendo dificil acreditar que procure construir a bomba.
Para piorar as coisas, os EUA invadiram o Iraque, sob falsos pretestos… alegando que Sadan tinha armas de destruição em massa. E na verdade não tinha, era mentira.
Moral da história, não dá para acreditar em ninguém nesse enrosco.
O que me parece, no final, é que há uma grave deficiência no sistema legal da ONU.
Quem pode mais… tem arma atômica (Israel), invade o Iraque sob falso pretexto e sai impune ( Estados Unidos).
Quem pode menos … pode menos. (sic)
Parece que falta ao conjunto de Organismos Internacionais, ONU e Cia Ltda atuarem sob a lei internacional, e que essa valha para todos.
A política internacional não é regida por leis, mas sim pelos políticos nacionais (os políticos-produtores de armas americanos ou os políticos-religiosos iranianos por exemplo).
Nesse sentido falta realmente uma governança internacional, que possibilite a todos os países viverem sobre as mesmas normas.
Parece impossível, mas o fato é que esse sistema que aí está, sistema econômico-político, está acabando com o planeta, a natureza não dá conta de tanto estrago, a fome só não existe porque não aparece na TV, mas ela existe.
Ou seja, o Irã pode querer ter a bomba, Israel provavelmente vai atacar, talvez um conflito ocorra e quem ganha são as empresas de armas do mundo e os jornais, que podem continuar vendendo as notícias antes, durante e depois das guerras. Mas enquanto isso, pessoas morrem nessas guerras, ou morrem de fome.
A conveniência de um sistema de governança global é justamente essa, é mais conveniente, é melhor.
Para isso, é importante que os países do mundo reformem a ONU, que todos os países estejam sob a égide de uma lei internacional de fato.
Ou reformem, ou simplesmente fundem outra ONU, porque está que está aí, não serve ao seu papel.
