Número de policiais nas ruas faz diferença

outubro 7, 2010

Hoje, 07 de outubro de 2010, saiu uma notícia na Folha Online que diz que a PM de São Paulo ampliou o chamado “bico oficial” no qual o policial militar trabalha para a corporação, no que seriam suas horas de folga.

Segundo a reportagem, o objetivo seria criar “bolsões de segurança” em regiões da capital e interior, com o aumento de policiamento. Mais adiante, a reportagem diz que “A Secretaria da Segurança Pública afirma que, por conta da chamada “atividade delegada”, o total de furtos caiu até 70% em algumas regiões, caso da 25 de Março”. Subentende-se pelo texto que nessas regiões houve o aumento do policiamento através do uso das horas de folga do policial.

Já faz algum tempo que acredito que o problema da segurança pública no Brasil, não é somente falta de infraestrutura; é também um número menor de policiais do que o necessário, tanto no policiamento ostensivo, quanto na chamada polícia investigativa, a polícia judiciária.

A população aumenta, as cidades crescem, as pessoas das cidades pequenas migram para cidades maiores e ao mesmo tempo, o número de policiais continua aproximadamente o mesmo, sem aumento substancial.

Resumindo, falta policiamento nas ruas para prevenir os crimes e falta polícia investigativa para apurar os que já ocorreram.

Tenho isso claramente, mas nunca os políticos falam a respeito disto.

Essa reportagem da Folha CONFIRMA exatamente essa impressão. Quer dizer, que quando existe um bom número de policiais, os crimes não acontecem. O marginal tem medo.

Agora, por que os políticos pouco falam a respeito do número de policiais nas ruas ou no trabalho investigativo? Porque uma boa parte dos políticos está, na verdade, interessado em assaltar os cofres públicos. O velho problema da corrupção no Brasil. Não interessa a esses políticos, uma polícia bem equipada e dando conta do recado. Preferem a bagunça, o caos, a polícia abarrotada de serviço, de modo que não possa investigar os crimes contra os cofres públicos.

Além disso tudo, existe tanta corrupção no Brasil que sobra pouco dinheiro para investir realmente em segurança.

A corrupção alimenta a falta de segurança, que por sua vez, garante a corrupção.


As sanções da ONU ao Irã

junho 11, 2010

Eu realmente acredito que os iranianos procuram obter armamento nuclear.

Afinal, num governo ditatorial, uma teocracia em que a visão religiosa se sobrepõe aos conceitos de direitos individuais, não é difícil acreditar que o Irã procure adquirir armas nucleares.

Em primeiro lugar, o grupo religioso que comanda o país é radical e vê Israel como um estado inimigo.

Em segundo lugar, o país vizinho, Iraque, foi invadido ilegalmente  pelos EUA com o pretexto de que Sadan Hussein tinha armas de destruição em massa, químicas e nucleares.

A comunidade internacional realmente tem que temer mais um país com armas nucleares na região (Israel já as possui).

Mas, o que leva a esse tipo de situação, radicais religiosos no poder, conflitos religiosos que nunca se encerram?

Podemos citar como motivos, a invasão ilegal ao Iraque (não importa se Sadan era um ditador, os EUA não tinham o direito de invadir outro país).

Citamos também, as agressões que o Estado de Israel faz contra o Líbano (lembremos do massacre contra o prédio da ONU e o uso de bombas de fragmentação contra áreas civis do território palestino).

Veja, não de discute o direito de Israel se proteger, mas uma defesa legítima pressupõe o uso de força proporcional e isso não ocorreu no Líbano.

Agora, por que os EUA invadiram o Iraque? Por qual motivo bloqueiam com seu poder de veto qualquer possibilidade de sanções contra Israel? Israel,  aliás, já possui armas nucleares, mas não recebe sanção nenhuma das Nações Unidas.

Por que o acordo forjado pelo Brasil e a Turquia foi visto como somente uma tentativa de enganação por parte do Irã e não uma tentativa de diálogo?

A resposta é… Muita gente ganha dinheiro com os conflitos e com a guerra.

O complexo militar-industrial americano vende mais armas, depois patrocina as campanhas dos políticos,  estes apoiam e até cobram políticas externas inflexíveis, as quais, deixam a possibilidade de diálogo de lado, em favor do uso de sanções ou então de conflitos, que  por sua vez, aumentam  a hostilidade contra os EUA e Israel e favorecem  a criação de governos radicais (em detrimento de políticos moderados locais).

Esses governos radicais tornam-se desculpa para a compra de mais armas, que geram mais poder para a indústria militar, que patrocinam mais políticos… etc. Um círculo vicioso que nos levou a situação de hoje.

Dessa maneira, é provável que o Irã esteja procurando ter armas atômicas.

Mas, o que levou a isto na verdade, foi a política interna norte-americana. Não querem diálogo, querem vender armas.

Imagine se as pessoas começarem a resolver seus problemas com negociações? Não se precisaria  mais da indústria de armamentos poderosa que os EUA tem.

Posturas como a do Brasil e Turquia,  são altamente danosas para a indústria de armamento americanas.

A foto abaixo é de um complexo nuclear em Qom ao norte do Irã.

Nesse complexo, executa-se o enriquecimento de urânio ao teor de 20% (para produzir uma bomba necessita-se de enriquecimento de no mínimo 90%)

É bem provável que procurem produzir armas atômicas e isso é um grande negócio para indústria militar dos EUA.

Taí o motivo de não se tentar o diálogo com o Irã.

Instalação iraniana em Qom

Instalação iraniana em Qom, norte do Irã.


Imprensa – o que é conteúdo de qualidade?

junho 3, 2010

Hoje (03/06/10) vi uma matéria na net em que Steve Jobs advoga a cobrança pelo acesso ao conteúdo dos jornais.

“- Não quero que nos tornemos um país de blogueiros. Acho que precisamos de mais (conteúdo) editorial que nunca. O que temos de encontrar é uma maneira de fazer as pessoas pagarem por esse conteúdo obtido a duras penas.  “Coloquem preços agressivos e busquem volume.” disse ele.

Mais adiante  a matéria do “O Globo” cita Rupert Murdoch que defende o pagamento pelo conteúdo editorial de qualidade, Murdoch  é dono da  News Corp., dono do, entre outros, “Wall Street Journal”, que já adota a cobrança.

Mas o que é conteúdo de qualidade?

Descrição dos fatos ocorridos no mundo? Isso não se obtém a duras penas como disse Jobs, afinal, descrição dos fatos é algo simples e barato, algo que qualquer propaganda encartada no site de noticias pode bancar, com lucros.

Conteúdo de qualidade?  Análises políticas dos jornalistas especializados? Ora, sabemos que os jornais, todos, tanto nos EUA, como no Brasil e na verdade em qualquer lugar, são partidários, defendem posições políticas, sejam de esquerda, direita ou mais liberais. Então na verdade são opiniões jornalísticas políticas especializadas.

Informações econômicas de qualidade?  Em Economia a teoria correta não existe, as opiniões nessa área também são muitas.

Informações científicas de qualidade? Lazer? Programação do cinema?

Parece que a Internet é um mau negócio para os jornais, afinal, se eu quiser uma opinião sobre um fato, existem milhares na net, muitas e muitas melhores que as dos grandes jornais.

A internet e os blogs trouxeram uma concorrência nova para a imprensa.

A informação e a opinião não são mais de fornecimento  exclusivos dos jornais. Assim, estes buscam meios de manter seus status anterior.

Fazendo isso mantém também seu poder político, poder de influenciar a sociedade de acordo com os interesses dos proprietários dos jornais e de seus patrocinadores.

É disso que se trata essa discussão, o poder político que a imprensa detém ao noticiar os fatos e circunstâncias da maneira que desejam e melhor interessam.

Esse poder político se enfraquece, mais e mais pessoas leêm blogs, sites alternativos, TVs alternativas, opiniões alternativas.

E isso é bom para a sociedade, não necessariamente para os jornais.


Norma internacional

maio 19, 2010

No post anterior,  eu observei que “Nesse sentido, falta realmente uma governança internacional, que possibilite a todos os países viverem sobre as mesmas normas”

Nos jornais de hoje, após o anúncio das novas tentativas de sanções contra o Irã,  o chanceler Celso Amorim declarou que:

“Não estamos defendendo o Irã, não temos relações profundas [com eles]. Nós defendemos a justiça internacional, a paz internacional, a norma internacional e decisões tomadas”

A idéia é essa. Assim como numa nação, todos dever ser iguais perante a lei  e esta deve ser aplicada igualmente a todos, em termos de aplicação da norma internacional, ela  deve ser aplicada igualmente a todos os países.

Claramente, o que tem ocorrido é que para alguns países, poderosos, não se aplica a lei (invasão ao Iraque, pelos EUA,  por exemplo), enquanto para outros, a lei é aplicada.

Essa distorção da aplicação da norma internacional só  é possível porque, parte das decisões da ONU é política, assim, países com poder econômico e nuclear podem impor suas vontades (por exemplo, os EUA não permitiriam sanções da ONU contra Israel pelos seus ataques aos palestinos).

Os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU,  tem poder de veto absoluto quanto às resoluções apresentadas.

Qual o significado disso?

Significa que se for o Rei, ou o amigo do Rei, vc pode invadir um outro país, sem sanção nenhuma.

Assim, a norma internacional que Amorim defende, na verdade, não é norma pois não se aplica a todos.

O que Amorim defende é que as normas internacionais comecem a ser  aplicadas  igualmente a todos. Evidentemente, os que tem poder de veto no Conselho de Segurança não vão querer isso.

Por quanto tempo o restante dos países, que não tem poder de veto, vai aceitar essa situação?


Irã – Sanções de qualquer jeito

maio 19, 2010

Bem, Lula foi ao Irã para conseguir um acordo.

Nos EUA, Hillary Clinton afirmou que o acordo era improvável.

O acordo foi feito, o Irã aceitou enviar metade da quantidade de urânio que dispôe para ser enriquecida fora do país.

Verdade que afirmou que irá continuar a enriquecer a 20%, mas o fato é que  não podem fazer nenhuma bomba com esse nível de enriquecimento (precisa-se de 90% para construir um artefato nuclear).

Antes da visita de Lula, os EUA afirmaram que um acordo era a última chance de evitar as sanções.

O acordo foi feito e no dia seguinte Hillary anuncia o apoio das grandes potências à novas sanções, especialmente porque o Irã continuará a enriquecer dentro do país.

De uma lado, há a desconfiança de que o Irã pretende de qualquer maneira possuir a bomba.

De outro,  o Irã afirma que desenvolve a energia nuclear para fins pacíficos.

De um lado, os EUA e Israel não querem outro país com poderio nuclear (Israel tem bombas nucleares)

O Irã, por sua vez, é pouco confiável, não sendo dificil acreditar que procure construir a bomba.

Para piorar as coisas, os EUA invadiram o Iraque, sob falsos pretestos… alegando que Sadan tinha armas de destruição em massa. E na verdade não tinha, era mentira.

Moral da história, não dá para acreditar em ninguém nesse enrosco.

O que me parece, no final, é que há uma grave deficiência no sistema legal da ONU.

Quem pode mais… tem arma atômica (Israel), invade o Iraque sob falso pretexto e sai impune ( Estados Unidos).

Quem pode menos … pode menos. (sic)

Parece que falta ao conjunto de Organismos Internacionais, ONU e Cia Ltda atuarem sob a lei internacional, e que essa valha para todos.

A política internacional não é regida por leis, mas sim pelos políticos nacionais (os políticos-produtores de armas americanos ou os políticos-religiosos iranianos por exemplo).

Nesse sentido falta realmente uma governança internacional, que possibilite a todos os países viverem sobre as mesmas normas.

Parece impossível, mas o fato é que esse sistema que aí está, sistema econômico-político, está acabando com o planeta, a natureza não dá conta de tanto estrago, a fome só não existe porque não aparece na TV, mas ela existe.

Ou seja, o Irã pode querer ter a bomba, Israel provavelmente vai atacar, talvez um conflito ocorra e quem ganha são as empresas de armas do mundo e os jornais,  que podem continuar vendendo as notícias antes, durante e depois das guerras. Mas enquanto isso, pessoas morrem nessas guerras, ou morrem de fome.

A conveniência de um sistema de governança global é justamente essa, é mais conveniente, é melhor.

Para isso, é importante que os países do mundo reformem a ONU, que todos os países estejam sob a égide de uma lei internacional de fato.

Ou reformem, ou simplesmente fundem outra ONU, porque está que está aí, não serve ao seu papel.

Auditório do plenário da ONU

Auditório do plenário da ONU


Viajem do presidente ao Irã

maio 13, 2010

O presidente Lula iniciou nesta quinta, 13 de maio de 2010 uma viajem pela Europa e Ásia, visitando a Rússia, Qatar, Irã, Portugal e Espanha.

O ponto mais importante será, sem dúvida, a visita ao Irã, país que está sob a ameaça de novas sanções da ONU, por não abrir seu programa nuclear à completa inspeção daquele organismo internacional.

Lula defende que haja mais diálogo e menos sanções. Defende também que o Irã use a energia nuclear para fins pacíficos.  Os EUA, Israel e outros países acreditam que o Irã planeja produzir bombas nucleares e assim, equilibrar a disputa com Israel, que já possui  em seus arsenais a bomba atômica.

O fato é que o regime atual do Irã é bem capaz de estar perseguindo o armamento nuclear.

É fato também que uma parcela considerável da população iraniana é contra este regime e contra o estado-religião que atualmente vige no Irã .

Assim, faz sentido que mais sanções internacionais, somente irão fortalecer internamente a posição dos radicais que  tomaram o poder no Irã. Essas sanções minam a possibidade de um grupo moderado assumir o poder naquele país (afinal, naturalmente o  país se unirá contra o inimigo externo, leia-se ONU e Estados Unidos).

A lógica de Lula, faz sentido, mas será que ela funciona nesse mundo?

Afinal, os radicais iranianos querem mais é que haja conflitos, assim podem permanecer no poder, lutando contra os infiéis ocidentais.

Por outro lado, a maioria  dos  politicos americanos, a maior parte finaciados pelo lobby da indústria militar, defenderia com alegria uma nova guerra no Oriente Médio.

No outro lado da moeda, o lado iraniano, vê como natural o país possuir armas nucleares, mesmo porque Israel tem armas desse tipo. Se não só por isso, aconteceu que o seu vizinho o Iraque foi invadido pelos EUA sob pretexto de que aquele país possuia armas nucleares e na verdade não havia armamento nuclear algum. E o pior, os EUA país que comandou a invasão, não sofreu sanção nenhuma!!!

Então, com a maioria das partes aparentemente desejando a discórdia (radicais iranianos e complexo político-militar-industrial americano), qual a chance de uma visita conciliadora de Lula?

Um fato que passa despercebido é que, outros países não querem conflito, afinal não ganham com ele.

Lula terá algum sucesso, se conseguir persuadir outros países da região ou de fora a dela a fazerem parte desta iniciativa, de quebrar o círculo vicioso da ‘guerra-lucro-radicais no poder’-'guerra-lucro-radicais no poder’.

Afinal, um novo conflito só é bom para os políticos-militares americanos e os políticos-religiosos iranianos.

E os outros países do Globo, não tem nada a dizer? Será que as populações dos países como Turquia, A. Saudita, Egito, Brasil, India, França, Espanha, Alemanha, eu digo a população, não os políticos, será que não estão cansadas de verem guerras e mais guerras sobre pretextos mentirosos?

Que tal acreditar que a sociedade mundial está  preparada para por limites aos grandes players do planeta.

Será que é nisso que Lula acredita? Se for… ele está errado?


A Lei de Anistia

maio 1, 2010
Ministro Presidente do STF Cezar Peluso

Ministro Presidente do STF Cezar Peluso

O STF rejeitou o pedido de revisão da aplicação da chamada Lei a Anistia.

Entidades civis pleiteavam  a punição de agentes do governo militar que haviam cometido assassinatos e torturas.

A decisão do Supremo foi belíssima.

As justificativas apresentadas pelo ministros, as considerações do Advogado Geral da União e do Procurador Geral da República, todas reforçaram a legitimidade do “acordo político” feito à época.

O Brasil precisava transitar para a democracia, o militares queriam a democracia,  o Brasil queria a democracia.

Durante o julgamento leu-se declarações dos dirigentes da OAB na época, defendendo a anistia ampla geral e irrestrita, documentos históricos que nos mostram o que a lei representou para o país.

A Lei de Anistia é exatamente o que seu nome diz. Anistia.

Ela permitiu virar a página da história do nosso país, deixando para trás a tragédia da ditadura, o rancor causado pela guerra política entre as facções que, diga-se, lutavam por ideais, ambos os lados acreditavam que lutavam pelo país.

A lei foi a garantia de que o rancor seria deixado para trás e que o país olharia para o futuro.

E foi o que aconteceu…

Nosso país venceu a inflação, o país se enriquece, a pobreza diminui  e a história nos mostra que a Lei de Anistia, hoje combatida, foi um instrumento valioso para que o Brasil se movesse para frente, ao invés de estagnar na lama do rancor.

Alguns críticos comparam a decisão do Supremo, dizendo que devíamos seguir o exemplo da Argentina e do Uruguai que resolveram punir os agentes políticos da época.

A comparação com esses países  é ótima. A Argentina no fundo do poço, destruída economicamente, seu povo empobrecido ainda se preocupa em punir o passado ao invés de focar o futuro, como fez o povo brasileiro. O Uruguai luta para se desenvolver e sair do marasmo econômico.

Ao invés de ser criticada, a decisão histórica que  o povo brasileiro tomou ao promulgar a Lei de Anistia, deve ser vista como exemplo de grandeza de atitude, que teve como consequência,  a tomada pelo país de um rumo que trouxe prosperidade e enriquecimento para todos.

Outros países anularam leis semelhantes?  Quem diz que eles estão certos em fazê-lo?

O Brasil anistiou ambos os lados da contenda e o país só ganhou com isso.

Opositores da lei, clamam pela verdade histórica, pelo reconhecimento dos crimes e justiça aos ofendidos.

Ora, a verdade está nos arquivos que estão sendo abertos, não na condenação de agentes do governo ou da oposição.

Presos políticos e seus familiares tem recebido indenizações oficiais como reparação material e reconhecimento moral pelo que passaram.

A Lei de Anistia foi na verdade um marco histórico, uma solução correta para o impasse político da época.

Uma solução verdadeiramente superior que permitiu ao povo Brasileiro seguir seu caminho para viver em paz.

Eu me pergunto se essas nações que, hoje julgam seu passado e condenam seus agentes, se elas  tem paz.

O sociedade brasileira, apesar de todos os seus problemas, caminha para uma situação mais justa, de bem estar social, e esse caminho passa pela índole do brasileiro, de viver e ver a vida positivamente. Esse é um bom caminho.

A Lei de Anistia, ao contrário do que os críticos apregoam, é um exemplo de tolerância,  de concórdia e harmonia a ser seguido por outros países.


A visita à Israel

março 16, 2010

Bem,

A visita à Israel foi interessante porque houve muita franqueza dos dois lados, Lula e as autoridades israelenses, quanto aos seus reclamos.

Lula pede uma nova perspectiva e diálogo para os vários lados, os políticos israelenses pedem sanções ao Irã.

Pessoalmente me parece que os políticos de Israel estão muito focados em defesa e o povo daquele país parece traumatizado pela sua história. Mal comparando, uma pessoa pessoa traumatizada, vivencia constantemente seus traumas e isso a impede de seguir em frente. É o que parece que acontece em Israel e os povos árabes.

Israelenses,   palestinos e árabes são povos irmãos, separados pela crença religiosa.   A questão é que, Deus é um só e se o motivo de tantas guerras é religioso então não deveria haver motivo para elas.

Essa é a mensagem de Lula, não há necessidade de tantos conflitos.

Por outro lado, esses povos tão traumatizados por histórias de guerra e destruição precisam de uma nota ótica, a visão de bem estar que transcende  a religião.  E isso o Brasil pode oferecer, afinal, árabes, judeus, católicos e protestantes vivem em nosso país em harmonia.


A vista ao Oriente Médio

março 14, 2010

Hoje o presidente Lula inicia seu giro  pelo Oriente Médio.

Se encontrará com o Primeiro-ministro Israelense, com o chefe da Autoridade Palestina e depois viaja para a Jordânia.

O que acho interessante nessa viagem é um ponto que não diz respeito a ela.

O processo de busca pela paz no Oriente Médio ocorre há pelos menos 30 anos, sem que a paz seja alcançada.

Entendo que os agentes negociadores até hoje teem sido extremamente ineficazes em conseguir seu objetivos.

Me parece uma boa idéia um novo ator nessas negociações.

Boa sorte Lula!


As Ilhas Falkland

fevereiro 23, 2010

Bem, vamos lá.

Em primeiro lugar. A Argentina perdeu a guerra de conquista que empreendeu contra o Reino Unido em 1982.

Em segundo lugar, os ingleses tem o posse do local desde 1833, mas antes as ilhas já pertenceram aos ingleses, franceses e espanhóis. Ou seja, já mudou de mão mais que moeda de 1 Real.

Terceiro, a Argentina tem tanto direito de soberania sobre o local quanto a Inglaterra, e vice-versa,  uma vez que o arquipélago está a  400 Km do continente, fora dos limites de mar territorial e como tal, pertence a quem historicamente a possui. Historicamente a Inglaterra tem mais direitos sobre ela vez que antes de Argentina começar a demandá-la os ingleses já haviam por lá estado e comandado.

Em quarto lugar, os habitantes das ilhas querem continuar sobre a tutela inglesa.

Em quinto lugar (e mais importante), os habitantes das ilhas não querem de jeito nenhum  a tutela argentina.

A Argentina é um país falido, quebrado economicamente, uma bagunça política que se perpetua  nem Deus sabe há quanto tempo. Claro que os kelpers não querem o domínio argentino.

Pensando bem, as Falklands são bem administradas, a população tem um bom padrão de vida, ao contrário da Argentina que, há décadas, é muito mal administrada e sua população se empobrece continuamente.

Resumo da história. A Inglaterra tem direito à posse da Ilha, é uma ilha de alto mar, longe do continente, se for pensar como os latinos querem, vamos entregar a Ilha da Madeira e as Ilhas Canárias para o Marrocos, entregar Cabo Verde para o Senegal, vamos entregar o Hawaí para os polínésios porque os havaianos devem ter um parentescos com eles.

O que os argentinos querem é ter a posse das ilhas, sem fazer por merecer.

Os ingleses, por seu turno, lutaram por ela, mantiveram destacamentos no local muito antes da Argentina reclamar as ilhas. Os Ingleses fizeram por merecer.

A Argentina até tentou, entrou em guerra com a Inglaterra, mas novamente os ingleses fizeram por merecer o domínio das Ilhas, se lançaram ao mar e venceram a guerra à 12.000 km de distância de casa.  A Argentina? mandou para as ilhas soldados pouco treinados e mal equipados.

A Grã-Bretanha é a legitima detentora das Ilhas Falklands.

A Argentina?  Esta, faria melhor se arrumasse a bagunça que é seu próprio país em vez de querer bagunçar as ilhas dos outros.

Bandeira das Ilhas Falklands


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